A maioria das operadoras não entende como a ANS realmente atua

Quando uma operadora entra em PRASS (Plano de Recuperação Assistencial) ou Direção Técnica, o mercado costuma enxergar isso como uma “decisão repentina” da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Na prática, isso não é verdade.

A ANS opera um modelo progressivo de monitoramento e escalonamento de risco, baseado em indicadores objetivos, avaliações trimestrais e medidas administrativas graduais.

Esse processo está formalizado principalmente na RN 479/2022 e na RN 485/2022 RN 479 RN 485.

Etapa 1 — Monitoramento do Risco Assistencial (RN 479)

A RN 479 institui o Monitoramento do Risco Assistencial, que acompanha periodicamente as operadoras a partir de indicadores assistenciais, atuariais e de garantia de atendimento.

Com base nesses resultados, a ANS pode aplicar:

  • Visitas técnico-assistenciais
  • Suspensão de comercialização
  • Notificação para apresentação de PRASS
  • Outras medidas administrativas

Ou seja: o risco começa nos números.

Etapa 2 — Indicadores que alimentam o risco

Os indicadores utilizados não são genéricos. Eles estão formalizados em normativos técnicos e abrangem:

Dimensão Assistencial

  • Taxas de consultas
  • Internações
  • Exames preventivos
  • Atendimento em pronto-socorro

Dimensão Atuarial

  • PMPE (prazo médio de pagamento de eventos)
  • ICSA (índice combinado de saúde ampliado)

Esses dados compõem a base do Mapeamento do Risco Assistencial

Na prática, a operadora passa a ter um score regulatório trimestral.

Etapa 3 — Quando o risco vira PRASS

Quando são identificadas anormalidades administrativas graves de natureza assistencial, a ANS notifica a operadora para apresentação do PRASS – Plano de Recuperação Assistencial.

O PRASS não é um documento simples. Ele precisa conter:

O PRASS não é um documento simples. Ele precisa conter:

  • Ações corretivas
  • Metas mensuráveis
  • Cronograma
  • Evidências operacionais
  • Capacidade de execução

O prazo de execução pode chegar a 12 meses, com acompanhamento mensal da ANS.

Etapa 4 — Quando ocorre a Direção Técnica

Caso o PRASS:

  • Não seja apresentado
  • Seja reprovado
  • Não seja cumprido
  • Ou haja risco iminente

A ANS pode instaurar o regime especial de Direção Técnica

Aqui o nível de intervenção é máximo.

O ponto estratégico que poucas operadoras enxergam

A maioria das operadoras só reage quando:

👉 Recebe ofício
👉 Cai em PRASS
👉 Já está sob pressão institucional

Mas o risco começa muito antes, nos indicadores trimestrais.

Operadoras maduras utilizam o próprio monitoramento da ANS como ferramenta de gestão interna.

Como os consultores da Reset Empresarial atuam nesse processo

A Reset Empresarial atua exatamente no elo entre:

  • Regulação
  • Operação
  • Estratégia

Nossos consultores desenvolvem projetos voltados para:

  • Implantação de sistemas de gestão da qualidade
  • Estruturação de indicadores regulatórios
  • Preparação preventiva para PRASS
  • Elaboração e Acompanhamento do PRASS e Plano de Saneamento Assistencial
  • Planejamento estratégico institucional
  • Sustentabilidade econômico-financeira

Se sua operadora não acompanha sistematicamente seus indicadores do Monitoramento do Risco Assistencial da ANS, você já está em zona de risco institucional.

👉 Solicite uma avaliação estratégica confidencial com nossos consultores.

Fonte normativa:
RN 479/2022 – Monitoramento do Risco Assistencial (ANS)
RN 485/2022 – PRASS e Direção Técnica (ANS)



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