- 28 de janeiro de 2026
- Posted by: admin
- Category: Operadoras de Planos de Saúde
Quando uma operadora entra em PRASS (Plano de Recuperação Assistencial) ou Direção Técnica, o mercado costuma enxergar isso como uma “decisão repentina” da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Na prática, isso não é verdade.
A ANS opera um modelo progressivo de monitoramento e escalonamento de risco, baseado em indicadores objetivos, avaliações trimestrais e medidas administrativas graduais.
Esse processo está formalizado principalmente na RN 479/2022 e na RN 485/2022 RN 479 RN 485.
Etapa 1 — Monitoramento do Risco Assistencial (RN 479)
A RN 479 institui o Monitoramento do Risco Assistencial, que acompanha periodicamente as operadoras a partir de indicadores assistenciais, atuariais e de garantia de atendimento.
Com base nesses resultados, a ANS pode aplicar:
- Visitas técnico-assistenciais
- Suspensão de comercialização
- Notificação para apresentação de PRASS
- Outras medidas administrativas
Ou seja: o risco começa nos números.
Etapa 2 — Indicadores que alimentam o risco
Os indicadores utilizados não são genéricos. Eles estão formalizados em normativos técnicos e abrangem:
Dimensão Assistencial
- Taxas de consultas
- Internações
- Exames preventivos
- Atendimento em pronto-socorro
Dimensão Atuarial
- PMPE (prazo médio de pagamento de eventos)
- ICSA (índice combinado de saúde ampliado)
Esses dados compõem a base do Mapeamento do Risco Assistencial
Na prática, a operadora passa a ter um score regulatório trimestral.
Etapa 3 — Quando o risco vira PRASS
Quando são identificadas anormalidades administrativas graves de natureza assistencial, a ANS notifica a operadora para apresentação do PRASS – Plano de Recuperação Assistencial.
O PRASS não é um documento simples. Ele precisa conter:
O PRASS não é um documento simples. Ele precisa conter:
- Ações corretivas
- Metas mensuráveis
- Cronograma
- Evidências operacionais
- Capacidade de execução
O prazo de execução pode chegar a 12 meses, com acompanhamento mensal da ANS.
Etapa 4 — Quando ocorre a Direção Técnica
Caso o PRASS:
- Não seja apresentado
- Seja reprovado
- Não seja cumprido
- Ou haja risco iminente
A ANS pode instaurar o regime especial de Direção Técnica
Aqui o nível de intervenção é máximo.
O ponto estratégico que poucas operadoras enxergam
A maioria das operadoras só reage quando:
👉 Recebe ofício
👉 Cai em PRASS
👉 Já está sob pressão institucional
Mas o risco começa muito antes, nos indicadores trimestrais.
Operadoras maduras utilizam o próprio monitoramento da ANS como ferramenta de gestão interna.
Como os consultores da Reset Empresarial atuam nesse processo
A Reset Empresarial atua exatamente no elo entre:
- Regulação
- Operação
- Estratégia
Nossos consultores desenvolvem projetos voltados para:
- Implantação de sistemas de gestão da qualidade
- Estruturação de indicadores regulatórios
- Preparação preventiva para PRASS
- Elaboração e Acompanhamento do PRASS e Plano de Saneamento Assistencial
- Planejamento estratégico institucional
- Sustentabilidade econômico-financeira
Se sua operadora não acompanha sistematicamente seus indicadores do Monitoramento do Risco Assistencial da ANS, você já está em zona de risco institucional.
👉 Solicite uma avaliação estratégica confidencial com nossos consultores.
Fonte normativa:
RN 479/2022 – Monitoramento do Risco Assistencial (ANS)
RN 485/2022 – PRASS e Direção Técnica (ANS)